Só Doido Novembro 11, 2009
Posted by Gabriel Marcondes in Indefinido.trackback
Eis que reapareço.
Depois do passeio caipira por Sorocaba (comendo Yakissoba) e Mogi Guaçu (comendo churrasco), aproveitei o feriado prolongado em São Carlos – 2 a 4 de novembro sem expediente, além de não ter aula de 2 a 6 de novembro – emendei o feriadão com alguns dias de férias que ainda podia pegar no trampo (hoje é o último dia) e fui pra Minas descansar de fazer nada.
Nada de diferente do comum – muito videogame e truco com os primos, campeonato de ping-pong (campeão com cem por cento de vitórias!) e downloads. Comprei a passagem de volta pra essa terça, vulgo ontem.
Sentei no buzão, em BH rumo a Sanca, poltrona 17. Antes de mim, só tinha subido uma pessoa, um homem doido. Sabe, cara de doido mesmo. Camisa do Corinthians. Não, não era afro, seus racistas. Era só doido mesmo. Falava alto.
Depois subiu um velho doido. Sentou na 15, que é na fileira da frente, mas na janela do outro lado. O velho doido levantou e começou a fechar todas as cortinas do buzão, desde lá da frente. Ainda veio, todo folgado, perguntando pra mim: se importa de fechar a sua cortina?
Eu gosto dela aberta, respondi. O velho ficou igual um lápis que caiu no chão – DESAPONTADO! Tanto que acabou procurando outro lugar mais pra frente pra sentar, porque uma cortina aberta provavelmente iria cegá-lo durante a noite. Passou pra 11.
Depois desse velho entrou um gordo doido. E todo sujo. Tipo mecânico, só que de roupas civis. E veio falando sozinho: onde tá a roda? Onde é a roda? Tenho que ficar longe, to com pedra nos rins.
Sentou na 23 e dormiu. Roncou, claro. Ainda bem que levei fone.
O número de passageiros teria aumentado um pouco. Uma mulher com uma criança pequena – daquelas que choram e importunam a viagem inteira – tentou embarcar, mas estava sem documento da criança. Mostrou o cartão de vacinação, disse que na vinda de São Paulo isso foi suficiente, mostrou passagem de quando veio, por outra empresa. Mas o motorista não podia aceitar aquilo como identificação. A mulher implorou que ele deixasse, disse que Jesus ia proteger, como tinha protegindo na viagem anterior, de não ter fiscalização. Mas o motorista não aceitou, pediu a autorização do juiz, e a mulher foi embora, sei lá como se resolveu, aí Jesus pôde aproveitar o apagão com uma preocupação a menos, eheheh.
Pois é, apenas QUATRO pessoas estavam no ônibus. Mais quatro subiram em Divinópolis, e umas duas ou três em Franca. Noventa e nove por cento das viagens desse ônibus, em dias de semana, são assim, quase vazias. Mas quando você vai comprar passagem, sempre tem uma ou duas vagas disponíveis, apenas. Incrível, aí tem treta.
Sobre o apagão, só fiquei sabendo mais ou menos meia noite e meia, na primeira parada do ônibus, tava passando Jornal da Globo. Caguei pro apagão, voltei pro buzão e dormi mais.
E só pra encerrar, cheguei em Sanca 7h30 – o ônibus NÃO passou em Araraquara. Ele SEMPRE passava em Araraquara e eu SEMPRE tinha esperanças que ele não passasse, pra que eu pudesse chegar mais cedo em São Carlos e pegar a aula das oito. Hoje que não precisava, ele não passou.
Putos.
o cara pode ter fotofobia….
eu tambem prefiro cortina fechada.
Fotofobia de cu é rola. O cara pode gostar de cortina fechada, mas daí a fechar a dos outros é folga demais.